segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A cidade tem saudade.

Daqui de cima eu só vejo luzes
Um movimento pisca pisca sem natal
Uma cidade que por mim não tinha prédio
Quem dera eu visse mais sorriso e menos tédio

Na caminhada vejo um tanto de artistas
Que crescem como aquela flor no meu quintal
Ouvi dizer que manhã de domingo é dia
De batucada na laje do Nicolau

Vez em quando encontro amigo e sintonia
Daqueles que numa só nota faz canção brotar
Mas nunca esqueço mesmo é do chão que piso
Em parceria com quem melhor me faz dançar

Sul do campo grosso mato grande, grande mato grosso campo do sul
Privilegiado com um pôr-do-sol encantador que todo dia invade o azul

Faço das palavras dos meus pais minha cantoria
Enquanto houver inspiração deve haver poesia
E se o vento acabar te levando embora
Vai mas volta logo que cidade tem saudade

Sul do campo grosso mato grande, grande mato grosso campo do sul
Privilegiado com um pôr-do-sol encantador que todo dia invade o azul

Meu mundo inteiro.

Ontem a noite a brisa veio me adiantar
Sobre um causo de amor que vai vingar
Falou que o indivíduo e eu ja sentimos
Que logo menos ia dar pra demonstrar

Mas a verdade é que ja há uma ligação
Mal sabe ela teve até toque de mão
E tem também distância que meio que atrasa
Ou na verdade só melhor prepara a brasa

Eu faço da garoa meu chuveiro
E faço desse céu meu mundo inteiro

Saiba ou não quem sou, eu só te peço por favor
Que mergulhe na beleza desse céu
Escolha se perder pra o seu olhar me encontrar
E deixa Deus soprar a brisa que vai nos guiar

Se esse tal olhar cruzar, você logo vai notar
Que o amor que nos move, é o mesmo que vai nos direcionar
Escolho o meu melhor sorriso, e a minha melhor canção
Envio flores de esperança, te espero feito criança

Que faz da garoa o seu chuveiro
E faz desse céu seu mundo inteiro

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma só cor.

(pensei minúsculo) 
você ja pensou que o tempo (indeterminado ou não) acaba disfarçando a saudade? eu sempre penso nisso. as pessoas se vão, se afastam, tem novas prioridades e por qualquer que seja o motivo, somem de nós (ou nós sumimos delas). por não acreditar na conjugação do verbo amar no passado, penso no quanto há pedaçinhos de algumas pessoas em mim. e eu falo de tudo quanto é gente que passa pela vida mesmo. é como se eu juntasse massinha amarela e massinha azul. eu não consigo mais separar as cores. sempre vai ter azul na amarela. sempre vai ter amarela na azul. e isso acontece porque por um momento, lá...eu escolhi amar. sim, o amor é uma escolha. é bom considerar a possiblidade de achar uma nova cor, que venha em maior quantidade e intensidade, e que se misturada às que ja existem continua sendo a mesma - sei lá um super roxo (com tudo isso pode ficar meio marrom, mas não deixa de ser uma nova cor, vocês entenderam). só que hoje pensei que num desses casos pode acontecer de alguém levar o meu coração. por um tempo doer, logo depois passar (disfarçar) a dor. e então eu vou pedir que volte e o traga de volta. e traga junto aquela saudade boa, o apreço, o chamego, a cor que levara. e aí a gente mistura de uma vez as nossas cores, sem precisar de outra. afinal, só nós dois fazemos a secundária que queremos. e verde não é uma cor linda?