sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Vez nu.


agora ela parou pra pensar. pensou em quanto o que a cerca não tem posse da sua atenção porque resolveu fazer do olhar, radicalmente vertical. é aí que ela se encontra inteira, sem nenhuma espécie de proteção de si mesma. topa permanecer vidrada no encontro. e cogita sempre visitar o azul. transpõe o sensível e se torna invisível, pra não explicar nada de tudo ou tudo de nada que entendeu. ela permite que ele traga pra dentro dela o apertinho de vontade de ver o outro bem, estar bem, querer bem. não olha pra si e entende a plenitude de não ser, pra que um outro seja - e nunca saiba que ela não foi. se vê acompanhada de quem não sabe quem. mas as vezes é certa de quem respira o ar junto. ah...mas a atenção é dele. o dono do poder incomparável de ser a melhor parte de todos os dias dela. de ser o impulso pra qualquer inspiração - triste ou alegre - mas que canta. ele ta todo dia gritando. vez eufórico e aparecido. vez calmo e discreto. vez nu. mas todo dia gritando enquanto a chama pro aconchego. ai, o céu tem dessas coisas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Até o dia acabar.

E pro dia nascer suspirante, tomo tento
E me entrego pra presença viciante
Faço das Tuas artes esperança
Tiro e queda pro meu medo, sou criança
Eu escolho cantar, escolho cantar
Trago à memória os dias maus e
Torno a rir pro melhor que hoje tenho
Oportunizo um sorriso qualquer
Mas se não causa outro só me abstenho
E escolho cantar, escolho cantar

Não escolhi porque sei, só escolhi porque assim
Transpareço tudo, tudo o que vem
Não quero mais que ninguém
Só quero ser companhia que faz sorrir alguém 

E pra tarde ir embora contente
Faço hora e reparo no que a faz sumir
Finjo não ser comigo toda a correria cinza
Gente atordoada atrasada atarefada
Eu escolho cantar, escolho cantar
Protagonizo na figuração
Me contento em ser atuante nessa série vida louca
Deixo que Deus tome o o papel principal
Lhe dou de vez meu coração, e mesmo rouca
Eu escolho cantar, escolho cantar

Não escolhi porque sei, só escolhi porque assim
Transpareço tudo, tudo o que vem
Não quero mais que ninguém
Só quero ser companhia que faz sorrir alguém 

E pra noite ser bem vinda chamo toda 
Minha gente e convenço que o melhor mesmo é
É escolher cantar, escolher cantar - até o dia acabar.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Amor que nos faz um.

Cada dia que vivo, me surpreendo mais com a linguagem do amor. Me surpreendo com o quanto ela fala o que nenhuma outra fala. Com o quanto o amor - mas não o amor que virou 'oi' - grita tudo, e mais um pouco. Tenho pensado muito nisso nos ultimos dias..no quanto é necessário que se ame. No quanto o 'amar ao próximo como a mim mesmo' precisa necessariamente ser real. O quanto é abençoador amar, mais do que ser amado até. Pensei na cruz...naquele amor que eu nunca conheci igual. O amor de Jesus, ai ♥. Pensei na minha cruz também e no quanto devo carregá-la e perder a minha vida pra ganhar a de outra pessoa. Só por amor. Por nenhum outro motivo - e ninguém precisa saber. O sorriso, a educação, a conversa feito amigos de dez anos, quando na real, se conhecem há dias, semanas. Contar algo de si para alguém que nem te conhece direito, só pra que a pessoa se sinta importante e assim, um laço forte seja estabelecido. Isso é dar oportunidade para o amor. E ele é realmente lindo, inspirador. É hora de parar de olhar pra si, só pra si, só pra si e mais nada. É NECESSÁRIO amar. É NECESSÁRIO. E mais que só demonstrar - ser claro quanto ao que se crê. O amor não muda o mundo, quem muda o mundo são as pessoas, mas o amor muda as pessoas. 'Pra que outros possam viver, vale a pena morrer'.

*por muito tempo deixei de falar de amor por não conhecê-Lo mais. por me perder em meio a tantas bobeiras que falam sobre ele. e até por medo. mas o amor grita! e quem tem ouvidos, ouça ♥