quinta-feira, 28 de junho de 2012

O mesmo cantinho.

“acordei com suas palmas de visita pedindo café e amor. podia eu muito bem acordar assim todo dia. te dou o alvará de entrada no meu cantinho, te faço entender as regras da casa. Por favor! sorriso na cara, cara com música, música sentida, sentidos aflorados. em nós. todo dia te deixo conhecer um pouquinho do meu. do que é meu. jogo fora aquele velho relógio de parede pra não ter outra noção de tempo, se não a do sol, da lua. e junto com o relógio jogo a desesperança de um futuro bom. pode ficar a vontade que o cantinho que era meu, agora é nosso. tudo nosso.”

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