agora ela parou pra pensar. pensou em quanto o que a cerca não tem posse da sua atenção porque resolveu fazer do olhar, radicalmente vertical. é aí que ela se encontra inteira, sem nenhuma espécie de proteção de si mesma. topa permanecer vidrada no encontro. e cogita sempre visitar o azul. transpõe o sensível e se torna invisível, pra não explicar nada de tudo ou tudo de nada que entendeu. ela permite que ele traga pra dentro dela o apertinho de vontade de ver o outro bem, estar bem, querer bem. não olha pra si e entende a plenitude de não ser, pra que um outro seja - e nunca saiba que ela não foi. se vê acompanhada de quem não sabe quem. mas as vezes é certa de quem respira o ar junto. ah...mas a atenção é dele. o dono do poder incomparável de ser a melhor parte de todos os dias dela. de ser o impulso pra qualquer inspiração - triste ou alegre - mas que canta. ele ta todo dia gritando. vez eufórico e aparecido. vez calmo e discreto. vez nu. mas todo dia gritando enquanto a chama pro aconchego. ai, o céu tem dessas coisas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário